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Menores são aliciadas para fornecer sexo e drogas na rodovia

Por Samuel Santos


Enviado em 26 de Setembro, 2011

Fonte: Hoje em Dia

Pequenas prostitutas, meninas com idade entre 12 e 17 anos vendem drogas e ficam às margens da estrada à espera de clientes

 

NAQUE E PERIQUITO - A história é velha, mas as personagens do drama social da exploração sexual estão cada vez mais novas. Nas cidades de Periquito e Naque, no Vale do Rio Doce, ambas cortadas pela BR- 381 e separadas uma da outra por apenas 12 quilômetros, meninas com idade entre 12 e 17 anos ficam às margens da estrada à espera de clientes. Além de venderem seus corpos, elas ainda comercializam drogas.

Na temida "rodovia da morte", onde muitos perderam a vida em acidentes, essas meninas perdem a dignidade. Com o argumento de que não têm dinheiro em casa, elas encaram esse tipo de situação como meio de sobrevivência e vão para a beira da rodovia para "ajudar" a família.

Os municípios alegam falta de estrutura e de políticas públicas específicas para o enfrentamento do problema. Um programa que faria o diagnóstico da exploração sexual em Naque, por exemplo, e apontaria medidas para combater os casos envolvendo adolescentes, está engavetado por falta de recursos.

Em Periquito, conselheiras tutelares temem represália por parte dos traficantes, pois além da prostituição, as adolescentes vendem drogas.

Sem controle, a exploração sexual ganha força. Aos 16 anos, A.S. já é uma velha conhecida de caminhoneiros e viajantes que passam pelo perímetro urbano da BR-381, em Naque. Desde os 13 anos ela usa o decote ousado e o short curto para atrair clientes, que pagam, em média, R$ 20 pelo programa, que dura em torno de 30 minutos. O dinheiro que ganha em até quatro atendimentos por noite é usado para comprar maconha e roupas novas. "Não tenho vergonha do que faço. Recebo para isso", comenta A.S., que admite vender maconha para os clientes durante o programa.

A jovem que se identifica apenas como G., de 18 anos, conta que faz programas na beira da estrada desde os 12 anos. Ela garante que os pais sabem o tipo de atividade que pratica, e nunca se opuseram. Na busca por clientes, ganhou a companhia da amiga I., de 17 anos. Ela começou recentemente a fazer programas por incentivo de outras meninas que contam ganhar até R$ 100 por noite. "O cliente é que escolhe onde fazer o sexo. Pode ser no caminhão, no carro ou no mato. Só combino o preço", diz G., que garante não usar drogas, mas admite vender maconha e crack para caminhoneiros. "A droga é fácil de conseguir. Posso arrumar se a pessoa quiser".

Em Periquito, não são só as barracas feitas de madeira, construídas ao longo da rodovia para abrigar ambulantes vendendo tapetes coloridos feitos a mão, que chamam a atenção de quem passa pelo trecho. Cada vez mais cedo, meninas encontram na prostituição uma alternativa para ganhar dinheiro. Do sexo feito com motoristas, B., de 17 anos, comprou um celular novo. "Ele tira fotos e faz vídeo, além de pegar rádios. Comprei com meu dinheiro", conta, admirando o aparelho.

Com vergonha de que alguém da família descubra como está conseguindo dinheiro, a adolescente evita fazer ponto em Naque, onde mora com os pais, e vai para as margens da rodovia em Periquito. "Aqui ninguém me conhece mesmo", comenta.


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